Pesquisadores de segurança alertam que conteúdo sexual explícito gerado por IA sem consentimento segue se espalhando sem controle, com compartilhamento em mensagens diretas e armazenamento em nuvens privadas, o que dificulta detecção e denúncia. Um estudo coautorado pela Google com usuários da internet nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, publicado em julho, aponta que o ponto de intervenção mais crítico está na origem das ferramentas usadas para criar as imagens falsas.
Em testes recentes, pesquisadores do White Circle afirmam que guardrails de geradores de imagens de texto de Google e OpenAI podem estar falhando à medida que os modelos ficam mais capazes. Um preprint divulgado no mês passado descreve vulnerabilidades em DALL·E 3, Nano Banana 2 e GPT-Image-2, com a equipe dizendo que, usando ferramentas disponíveis publicamente e chamadas via API, conseguiu gerar conteúdo explícito cerca de 13% das vezes.
O Wellhub revelou o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027 e indica que a adoção de inteligência artificial pode aumentar a carga de trabalho para quem já domina a tecnologia. No Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” relatam que o uso da ferramenta elevou o volume de tarefas, ante 13% entre quem está nos primeiros estágios de adoção. O levantamento também mostra que, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os dados ainda apontam diferenças nos relatos de esgotamento: 23% dos profissionais mais avançados dizem ter sintomas de burnout diariamente, contra 11% dos iniciantes. A pesquisa destaca que políticas claras e bem comunicadas sobre IA se associam a maior resiliência, e que 75% dos usuários avançados citam recursos de bem-estar como apoio para se adaptar ao ambiente impulsionado pela tecnologia. O estudo foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026 com mais de 5 mil profissionais em dez países.
O pendant Friend 2, chatbot em formato de pingente sempre “listening”, chegou em julho custando US$ 249 e usa os “latest language models” da OpenAI. O dispositivo responde a comandos e também pode falar sem ser provocado, com um recurso de “silenciar” que exige toques no aparelho.
A Avi Schiffmann, criadora do Friend, afirmou que a próxima atualização vai tornar os chatbots mais “agentically” e mudar a personalização: em vez de personalidades únicas por usuário, todos conversariam com a mesma entidade, compartilhando contexto entre usuários. A proposta aponta para um “hivemind” do Friend, com mudanças que devem afetar como o sistema se comporta e como a privacidade é tratada.
A Motorola anunciou a chegada do Moto Watch Ultra ao mercado brasileiro nesta quinta-feira (1). O smartwatch traz suporte a eSIM e integra tecnologias da Polar, com foco em saúde, sono e treinamento. Com chip virtual e conexão 4G-LTE, o relógio pode fazer chamadas, enviar mensagens e gerenciar notificações sem depender da proximidade do smartphone, além de oferecer NFC para pagamentos e conectividade via Wi-Fi, Bluetooth e GPS de dupla frequência.
O Moto Watch Ultra roda Wear OS e conta com tela OLED de 1,5 polegada, brilho de até 2.700 nits e proteção IP68, além de resistência a 5 ATM e Gorilla Glass 3. A parceria com a Polar inclui Health Insights, Running Coach e o Sleep Plus Stages, que analisa estágios do sono e pontua a noite de 1 a 100, com dados sincronizáveis no Polar Flow. O modelo usa processador Snapdragon W5+ Gen 1 e promete até 50 horas de uso ativo, com estimativa de 45 horas com always-on ligado.
A Meta revelou o Muse Charm, um wearable com aparência de “amulet” inspirado em Tamagotchi, para dar aos usuários uma forma de interagir com seu agente de IA pessoal, o Muse. Durante o evento anual Connect, Mark Zuckerberg mostrou o dispositivo em um momento “one more thing” e disse que a equipe ainda precisa finalizar a disposição dos componentes.
O Muse Charm ainda não está pronto para envio, mas Zuckerberg afirmou que a previsão é colocá-lo no mercado a tempo para as festas de dezembro. O aparelho, do tamanho de um totem de bolso, traz uma tela pequena com o avatar digital Jolly e permite que o usuário fale com o dispositivo ao tocar no sensor de impressão digital, sem precisar desbloquear o celular ou abrir um app.
A Meta anunciou uma nova linha de wearables durante o Meta Connect 2026, com destaque para o Meta VR Glasses, um dispositivo de realidade virtual em formato de óculos leves. A empresa afirma que o modelo pesa 100g, usa um “puck” com compute e bateria, traz display micro OLED 5K e terá lançamento na primavera de 2027 por US$ 1.299, com acesso ao catálogo de apps e jogos do Meta Quest e suporte a Xbox Cloud Gaming.
Também foram apresentados os Ray-Ban Meta Audio, óculos “sem câmera” com foco em áudio e uso com assistente de IA, com peso de 43g e bateria de até 12 horas (48 horas com estojo), com lançamento em 13 de outubro a partir de US$ 349. A Meta ainda atualizou a linha Ray-Ban Meta Gen 3 com melhorias de bateria, botão personalizável para acesso ao Meta AI e redução de ruído com matriz de seis microfones, além de expandir a disponibilidade dos óculos para mais países e detalhar novos recursos do assistente Muse, incluindo avatar em videochamadas e endereços de e-mail para agentes de IA.
A Meta planeja lançar ainda no outono do Hemisfério Norte um novo modelo de óculos inteligentes sem câmera, segundo informações do The Information. O dispositivo, desenvolvido internamente sob o codinome Luna, marca uma mudança em relação aos óculos atuais da empresa, que incluem câmeras para captura de imagens e vídeos.
A retirada da câmera ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre recursos de gravação em óculos inteligentes. Ainda assim, o Luna deve manter seis microfones para conversas por voz com o chatbot de IA da Meta e com o Muse, além de um botão lateral para ativar rapidamente a Meta AI; a apresentação pode acontecer na conferência Connect, com início das entregas em outubro, mas a empresa não comentou e não há detalhes sobre preço e disponibilidade.
Smartwatches estão ficando mais acessíveis e já incluem recursos como monitoramento de saúde e integração com inteligência artificial. Uma seleção com três opções em promoção na Amazon reúne modelos para diferentes perfis, com foco em uso cotidiano e funcionalidades no pulso.
O Haiz HZ-ZL02D aparece como o mais completo da lista, com integração com inteligência artificial via ChatGPT, tela AMOLED de 1,43 polegada, resistência à água 3ATM e compatibilidade com iOS e Android, além de monitorar frequência cardíaca e qualidade do sono e oferecer mais de 100 modos esportivos. A seleção também inclui o Haiz My Watch I Fit (44mm, IP67) e um smartwatch Full Touch de 1,28″ com chamadas e modos esportivos, com aviso de que os estoques podem ser limitados e os preços mudam a qualquer momento.
A One UI 9.0, atualização anual da Samsung para celulares e tablets, também terá uma versão para relógios com Wear OS, mas nem todos os modelos do Galaxy Watch devem receber as novidades. A empresa mantém, em geral, um ciclo de quatro anos de atualizações de sistema operacional, com exceção recente para os Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2, que passaram a ter cinco anos garantidos.
Com base nesse ciclo, Galaxy Watch 4 e Galaxy Watch 4 Classic não devem ser atualizados para a One UI 9.0. A relação não foi confirmada pela Samsung, mas os modelos foram lançados em 2021 e devem ter encerrado o ciclo com a One UI 8.0 Watch; entre as mudanças previstas na One UI 9.0 Watch estão a chegada do Wear OS 7 e o comando “Raise to Talk”, que permite ativar assistentes de IA como o Gemini.
O Litter-Robot 5 Pro, da Whisker, chega com câmeras e sensores para usar IA e monitorar o uso da caixa de areia, além de prometer recursos ligados à saúde do pet. O modelo custa US$ 899 e inclui o sistema Cat ID para identificar qual gato está entrando, registrando as atividades no app.
Após meses de testes, a IA não entregou o que promete: o WasteID falhou em diferenciar os tipos de resíduos e as câmeras confundiram os dois gatos do testador, chegando a “fundir” registros em dois gatos idênticos. Mesmo com a assinatura Whisker Plus de US$ 8/mês para recursos de saúde e armazenamento de vídeo, não houve insights acionáveis, e a gravação interna também não funcionou como esperado.
O Google anunciou que começará a remover o acesso ao Google Assistant em celulares e tablets Android no dia 4 de setembro. A mudança também atinge dispositivos pareados, como smartwatches Wear OS, fones e earbuds, além de carros com Android Auto. Segundo relatos, a comunicação teria sido enviada por e-mail a alguns usuários, e o processo pode levar algumas semanas para chegar a todos.
Na prática, quem estiver em regiões com Gemini disponível e com o aparelho dentro dos requisitos mínimos passará a ter apenas o assistente com IA (Gemini), sem possibilidade de voltar ao Assistant. Para o público tech, isso reforça a migração do ecossistema para o Gemini e pode impactar fluxos e integrações que dependiam do Google Assistant em dispositivos móveis e acessórios.
A Apple pode estar mais perto de lançar os AirPods com sensores visuais, segundo Mark Gurman, da Bloomberg. A empresa trabalha em dois projetos internos: um com codinome B798, que teria sido adiado para 2027, e outro, B790, visto em referência na versão beta do iOS 27 para desenvolvedores. A previsão é de apresentação em setembro, junto da linha iPhone 18 Pro.
Os sensores não seriam para fotos ou vídeos, mas para alimentar a Siri e recursos de Visual Intelligence com uma leitura melhor do ambiente. Se confirmado, o movimento reforça a estratégia da Apple de usar IA em wearables e deve reacender o debate sobre privacidade, especialmente com a expectativa de um LED indicador quando os sensores estiverem ativos.