Conversas com ChatGPT sobre matar filho levam agricultor a prisão no ES
João, 36 anos, manteve conversas com o ChatGPT por cerca de dois meses, e a Polícia Civil do Espírito Santo afirma que as mensagens indicavam um possível plano de matar o filho de 8 anos, além de ataques e tentativa de suicídio. Segundo a polícia, ele pesquisou efeitos de substâncias tóxicas, relatou interesse em ver pessoas sofrerem e chegou a mencionar a ideia de contratar alguém para matar a criança.
O caso foi encaminhado à polícia em 16 de junho pelo Ciberlab, e o agricultor foi preso preventivamente em 19 de junho, um dia antes da data em que, segundo a investigação, o plano seria colocado em prática. Em 13/8, ele foi solto após habeas corpus concedido pela Justiça por demora excessiva na conclusão do inquérito, com medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e proibição de contato com a criança e a mãe. O episódio reacende o debate sobre até que ponto conversas com IA podem ser usadas como prova no direito brasileiro.
G1 Tecnologia
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