Pesquisador de Oxford diz que impacto da IA em eleições pode estar exagerado
A preocupação com a inteligência artificial generativa em eleições ganhou força nos últimos anos, com previsões de uma avalanche de desinformação por meio de áudios e imagens realistas. Para Felix Simon, pesquisador da Universidade de Oxford, as evidências disponíveis até agora indicam que esse temor pode estar superestimado. Ele afirma que, para a IA ser eficaz na distorção do voto, seria necessária uma demanda não atendida por mais desinformação, o que não existe.
Simon também destaca que a disputa pela atenção do público é uma limitação central para qualquer estratégia de influência, independentemente da tecnologia usada. Segundo ele, conteúdos em campanhas nas redes sociais frequentemente servem para reforçar opiniões já formadas, e os resultados eleitorais entre 2023 e 2024 continuaram mais ligados a fatores econômicos, culturais, sociais e partidários do que ao uso de IA em escala esperada.
G1 Tecnologia
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