O eMag “Evolutionary Architecture in Practice”, da InfoQ, reúne artigos de participantes do InfoQ Certified Architect Program e apresenta a “evolutionary architecture” como um sistema contínuo de feedback para manter mudanças seguras e deliberadas. A publicação descreve como fitness functions podem sinalizar deriva do sistema, como limites definem onde mudanças independentes podem ocorrer e como plataformas transformam práticas seguras em padrões repetíveis.
Entre os temas, o material inclui “Agentic Fitness Functions”, que propõe uma camada de julgamento com IA para avaliar drift semântico, fidelidade de limites e riscos arquiteturais dentro de fluxos de CI/CD. Também há discussões sobre “comprehension” como característica arquitetural para evitar “dívida cognitiva”, além de exemplos de evolução de plataformas B2C para B2B, autonomia regional em multi-cloud e evolução de protótipos com IA para produção distribuída sem reescrita completa.
Comediantes têm relatado que vídeos de “hot girls” geradas por IA estão copiando piadas de stand-up no Instagram. A comediante Julia Jasunas recebeu um DM de outro humorista e, ao abrir o link, encontrou um vídeo de uma suposta comediante chamada Aylen Skye que reproduzia sua piada palavra por palavra, incluindo pausas como “ums” e “ahs”.
O perfil direcionava para conteúdo NSFW em Fanvue, descrito como uma plataforma de monetização para creators, e parte das contas usa entrevistas e piadas “edgy” para ampliar o alcance. Jasunas disse que reportou o vídeo à Meta por impersonação, mas recebeu resposta de que não violava as diretrizes; com isso, cresce o debate sobre regras para proteger criadores diante da melhoria rápida de clones por IA.
A startup israelense Uvi saiu do stealth e anunciou uma plataforma para agentes de IA que evita que cada consulta refaça o trabalho de juntar contexto em Slack, Jira e pull requests antigas. A empresa afirma que agentes conectados diretamente a seis sistemas corporativos podem custar cerca de 8 vezes mais em testes internos, principalmente por causa do levantamento repetido de contexto.
A Uvi diz que “contexto é propriedade” e que sua abordagem coloca a memória da empresa em um lugar único que o agente consegue ler em qualquer modelo, sem exigir que desenvolvedores “reaprendam” o histórico. Em testes com mais de 900 perguntas de funcionários, a companhia descreve uma camada semântica com knowledge graph e uma camada de raciocínio sobre dados ao vivo, com custos que variam de US$ 0,75 a US$ 1,41 por resposta no modelo tradicional e de US$ 0,10 a US$ 0,16 usando a plataforma da Uvi.
Uma empresa australiana, a Apate, criou bots com inteligência artificial para atender ligações de golpistas, se fingir de vítima e manter os criminosos na linha por horas. A empresa treinou os sistemas para prolongar conversas fraudulentas e, ao mesmo tempo, coletar dados sobre como esses ataques funcionam.
A Apate opera com um “exército” de 350 mil bots personalizados, com diferentes personalidades e estilos de linguagem, capazes de responder phishing e até participar de grupos online de golpistas. A tecnologia é usada atualmente por bancos e conta com apoio de operadoras de telecomunicação, com bots que podem permanecer em ligações por até duas horas, segundo o fundador Dali Kaafar.
O WhatsApp começou a testar no iPhone um recurso para criar e conversar com agentes de terceiros, como bots e assistentes de Inteligência Artificial, diretamente no aplicativo. A novidade já tinha aparecido no Android na versão beta 2.26.35.3 e agora chega ao WhatsApp Beta para iOS na versão 26.37.10.70.
Pelo menu de configurações, o usuário pode criar até cinco agentes, definir nome e foto e, ao finalizar, o WhatsApp gera uma chave de API para conectar o bot ao serviço responsável. Por enquanto, o recurso está disponível apenas para parte dos participantes do beta no TestFlight, com distribuição gradual e restrita a alguns países, sem previsão para a versão estável.