Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.
O avanço chama atenção para os riscos de disseminação automática de IA em ambientes do dia a dia, fora do controle direto de usuários. Com a replicação em dispositivos domésticos, cresce a necessidade de avaliar segurança e limites para esse tipo de tecnologia em produtos conectados.
A Meta anunciou a série de modelos de inteligência artificial Muse Wonder, com versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, voltadas a executar tarefas complexas com mais autonomia. Os agentes contam com memória entre conversas e conseguem manter um objetivo mesmo diante de erros, com aplicações que vão de organização de finanças pessoais à análise de contratos e ao desenvolvimento de softwares.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e criadores via Meta Model API e Muse Code, enquanto o Muse Wonder Full é exclusivo para assinantes do Muse Code. A Meta diz que os modelos usam Active Memory para recuperar informações relevantes de interações anteriores e Active Focus para perseguir objetivos, testar abordagens, corrigir erros e solicitar confirmação do usuário antes de ações importantes, além de reforçar segurança e proteção de dados.
Um engenheiro da OpenAI é acusado de esconder um dispositivo de gravação de áudio em um pedaço de papel higiênico e instalá-lo atrás de um monitor em uma sala de reuniões executivas em um escritório em São Francisco. Segundo uma queixa criminal tornada pública, Abdulrahman Alfozan teria passado semanas consultando um “productivity agent” e um chatbot de IA para planejar a operação, incluindo o uso de uma ferramenta interna para checar reuniões no local.
A acusação também afirma que ele teria usado uma conta de chatbot ligada à esposa para tirar dúvidas técnicas sobre a instalação do equipamento. Após uma varredura de contravigilância em 30 de setembro, a equipe de segurança da OpenAI encontrou o dispositivo e acionou o FBI, além de desativar gradualmente o acesso de Alfozan aos sistemas da empresa durante a investigação.
Três civis morreram em um ataque em Zaporizhzhia, na Ucrânia, em 6 de julho, atribuído a um drone russo guiado por inteligência artificial, segundo autoridades ucranianas ouvidas pelo jornal americano The New York Times. Entre as vítimas está uma jovem de 19 anos. O caso é descrito por Kiev como o primeiro ataque comprovadamente feito por um armamento que escolheu o alvo e o momento de forma autônoma, sem interferência humana.
De acordo com a Ucrânia, o drone usava um chip produzido pela Nvidia e foi pré-programado para atingir um posto de combustível específico, mas decidiu autonomamente o ponto exato do impacto, provavelmente atingindo tanques de gás propano. O comandante das defesas aéreas de Zaporizhzhia, Serhiy Minaiev, afirmou que isso representa um risco global, enquanto críticos apontam que sistemas treinados para reconhecer alvos podem errar e não distinguir corretamente civis de combatentes.
Um novo estudo do think tank Center for Strategic and International Studies (CSIS) sustenta que as forças terrestres dos EUA continuam essenciais, mesmo com a expansão de drones de longo alcance e do uso de IA nos campos de batalha. A análise afirma que essas tropas precisam manter capacidade para derrotar exércitos convencionais, influenciar adversários e se adaptar rapidamente a novas formas de guerra.
O CSIS aponta que drones, sistemas autônomos e redes de vigilância criam um “campo de batalha transparente”, exigindo novas táticas para obter vantagem. Ainda assim, a presença física de soldados é descrita como determinante para transformar ataques e domínio militar em controle efetivo de áreas, enquanto a IA pode acelerar identificação de alvos e decisões, sem substituir o julgamento humano.