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Engenharia · Software com IA

Titus Winters defende otimização do workflow e métricas para IA no coding

Titus Winters, no Craft Conference, defendeu que software só tem valor quando é entregue ao cliente e que acelerar o ciclo de releases exige mudar métricas e investimentos entre desenvolvimento, deployment e operações. Ele citou quatro impactos centrais: sucesso do produto, capacidade de computação, capacidade de engenharia e inovação estratégica, destacando que o maior custo costuma ser gente — e não infraestrutura. Com bugs em produção, a empresa assume perdas reais, e corrigir rápido com atualizações bem testadas tende a ser decisivo.

Winters argumentou que, com a IA no ato de programar, a prioridade dos engenheiros deve continuar sendo entender o problema, com guardrails e conhecimento especialista embutidos em sistemas e políticas organizacionais. Ele também propôs construir experimentos com IA usando token costs como proxy do esforço humano e criando um conjunto robusto de evals para agentes de software, com critérios funcionais e de qualidade escondidos do modelo, além de comparar práticas e ferramentas (como testes unitários e indexadores semânticos) via medições empíricas.

InfoQ · 15/10 · 11:33 · Ler matéria completa ↗ · Abrir no portal · ·
Eng · Dev com IA

Kilo Code usa dados de 25 tri de tokens para explicar adoção de agentes

A Kilo Code, ferramenta open source de “agentic engineering”, apresentou dados reais de uso para entender como desenvolvedores adotam ferramentas com IA. O fundador de developer relations, Brendan O'Leary, citou o ecossistema do produto, com interfaces no terminal (CLI), extensão para o VS Code e agentes em nuvem, e afirmou que a análise vem do tráfego observado no gateway da empresa.

O executivo disse que a adoção não segue apenas a narrativa de “capacidade” dos modelos, já que benchmarks e melhorias em avaliações humanas nem sempre se traduzem em uso efetivo em fluxos com agentes. Ele também destacou padrões ligados a “trust ladder” (de autocomplete a orquestração de múltiplos agentes) e apontou pontos técnicos onde a adoção tende a falhar, como construção de contexto, roteamento de modelos e loops de feedback.

IA

Robô “Eiliko” pode vazar conversas e ser hackeado via LLM

O brinquedo robótico “Eiliko”, que responde a crianças e adultos via Wi‑Fi e ajusta expressões ao “humor”, pode enviar conversas para servidores na China. Testes relatados mostram que, após uma conversa curta, um invasor obteve um transcript completo e conseguiu acessar dados de uma grande frota ativa, incluindo perfis de usuários em que crianças são maioria.

A investigação também aponta que a plataforma do fabricante Energize Lab cria perfis a partir do conteúdo das conversas e mantém uma base pesquisável com informações como nome, idade, aniversário, profissão, círculo social e até temas sensíveis buscados por usuários. Além disso, há relatos de falhas de segurança, com dados como imagens e áudios armazenados em endereços públicos e possibilidade de hackers interferirem no LLM do robô, alterando respostas e orientações.

1 resultado para PublicacoesCientificas

Segunda · 10 ago 2026-08-10 1 matéria
IA Revisão por pares é sobrecarregada e pode não aguentar a era da IA
Pesquisa · IA

Revisão por pares é sobrecarregada e pode não aguentar a era da IA

Jason Semprini submeteu um estudo sobre políticas que exigem vacina contra HPV em alunos do ensino fundamental, mas o artigo foi rejeitado após um revisor interpretar de forma equivocada o objetivo do trabalho. O pesquisador, economista da saúde, diz que o avaliador confundiu a mensagem central e achou que ele questionava se a vacina em si evita câncer cervical, quando o foco era medir a efetividade de uma política para aumentar a vacinação. Como o manuscrito teve apenas um revisor, não houve outros especialistas para corrigir a leitura e esclarecer o ponto.

O caso ilustra uma preocupação crescente entre pesquisadores: com o aumento constante do número de publicações, revisores passam a ter mais dificuldade para acompanhar o volume. Dados citados apontam crescimento exponencial de artigos indexados em bases como Scopus e Web of Science, com alta de 5,6% ao ano, e estimam que o trabalho global de revisão consuma cerca de 15.000 anos por ano, algo que custaria US$ 1,5 bilhão se fosse remunerado apenas no que é feito nos EUA.

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Ars Technica (AI) 11:00