Pesquisadores de segurança alertam que conteúdo sexual explícito gerado por IA sem consentimento segue se espalhando sem controle, com compartilhamento em mensagens diretas e armazenamento em nuvens privadas, o que dificulta detecção e denúncia. Um estudo coautorado pela Google com usuários da internet nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, publicado em julho, aponta que o ponto de intervenção mais crítico está na origem das ferramentas usadas para criar as imagens falsas.
Em testes recentes, pesquisadores do White Circle afirmam que guardrails de geradores de imagens de texto de Google e OpenAI podem estar falhando à medida que os modelos ficam mais capazes. Um preprint divulgado no mês passado descreve vulnerabilidades em DALL·E 3, Nano Banana 2 e GPT-Image-2, com a equipe dizendo que, usando ferramentas disponíveis publicamente e chamadas via API, conseguiu gerar conteúdo explícito cerca de 13% das vezes.
O Wellhub revelou o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027 e indica que a adoção de inteligência artificial pode aumentar a carga de trabalho para quem já domina a tecnologia. No Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” relatam que o uso da ferramenta elevou o volume de tarefas, ante 13% entre quem está nos primeiros estágios de adoção. O levantamento também mostra que, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os dados ainda apontam diferenças nos relatos de esgotamento: 23% dos profissionais mais avançados dizem ter sintomas de burnout diariamente, contra 11% dos iniciantes. A pesquisa destaca que políticas claras e bem comunicadas sobre IA se associam a maior resiliência, e que 75% dos usuários avançados citam recursos de bem-estar como apoio para se adaptar ao ambiente impulsionado pela tecnologia. O estudo foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026 com mais de 5 mil profissionais em dez países.
O pendant Friend 2, chatbot em formato de pingente sempre “listening”, chegou em julho custando US$ 249 e usa os “latest language models” da OpenAI. O dispositivo responde a comandos e também pode falar sem ser provocado, com um recurso de “silenciar” que exige toques no aparelho.
A Avi Schiffmann, criadora do Friend, afirmou que a próxima atualização vai tornar os chatbots mais “agentically” e mudar a personalização: em vez de personalidades únicas por usuário, todos conversariam com a mesma entidade, compartilhando contexto entre usuários. A proposta aponta para um “hivemind” do Friend, com mudanças que devem afetar como o sistema se comporta e como a privacidade é tratada.
Pesquisadores de segurança alertam que conteúdo sexual explícito gerado por IA sem consentimento segue se espalhando sem controle, com compartilhamento em mensagens diretas e armazenamento em nuvens privadas, o que dificulta detecção e denúncia. Um estudo coautorado pela Google com usuários da internet nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, publicado em julho, aponta que o ponto de intervenção mais crítico está na origem das ferramentas usadas para criar as imagens falsas.
Em testes recentes, pesquisadores do White Circle afirmam que guardrails de geradores de imagens de texto de Google e OpenAI podem estar falhando à medida que os modelos ficam mais capazes. Um preprint divulgado no mês passado descreve vulnerabilidades em DALL·E 3, Nano Banana 2 e GPT-Image-2, com a equipe dizendo que, usando ferramentas disponíveis publicamente e chamadas via API, conseguiu gerar conteúdo explícito cerca de 13% das vezes.
O pendant Friend 2, chatbot em formato de pingente sempre “listening”, chegou em julho custando US$ 249 e usa os “latest language models” da OpenAI. O dispositivo responde a comandos e também pode falar sem ser provocado, com um recurso de “silenciar” que exige toques no aparelho.
A Avi Schiffmann, criadora do Friend, afirmou que a próxima atualização vai tornar os chatbots mais “agentically” e mudar a personalização: em vez de personalidades únicas por usuário, todos conversariam com a mesma entidade, compartilhando contexto entre usuários. A proposta aponta para um “hivemind” do Friend, com mudanças que devem afetar como o sistema se comporta e como a privacidade é tratada.
O Google adicionou suporte a modelos locais no Antigravity SDK, permitindo que desenvolvedores construam e executem fluxos de trabalho agentic diretamente nas próprias máquinas, com a opção de misturar modelos da nuvem para tarefas de nível mais alto. A proposta busca dar mais controle sobre privacidade dos dados, custos de inferência, dependência de rede e distribuição de carga computacional.
O SDK também traz orquestração híbrida de agentes, seguindo o padrão Architect-Builder: um agente “arquiteto” define a visão macro e o plano, enquanto agentes “builders” rodam isolados localmente para tarefas como reproduzir vulnerabilidades de segurança, propor correções, revisar patches e executar testes de regressão. Em uma demonstração com auditoria e correção de três módulos Python vulneráveis, o Google informou que apenas 95 de cerca de 3400 tokens foram usados na nuvem para planejamento, com 97,2% do restante processado localmente, sem upload de código; a implementação inicial usa o Gemma 4 26B A4B via LiteRT e também aceita servidores locais compatíveis com OpenAI como Ollama, LM Studio e vLLM.
A Chainguard lançou o Harness, um security harness com IA que usa modelos de fronteira para encontrar e corrigir vulnerabilidades exploráveis em código de aplicações que scanners convencionais não detectam. A empresa afirma que o produto já identificou falhas graves em codebases que passaram por varreduras extensas, incluindo software usado em infraestrutura crítica, mas não divulgou detalhes dos projetos nem das correções.
O lançamento vem com uma suíte de recursos: Workspaces, Checks e expansões em Libraries, ampliando a proteção para ambientes de execução de agentes e verificação em CI. O Checks permite que agentes rodem verificações e testes durante o desenvolvimento, com resultados assinados em segundos, enquanto Libraries adiciona endpoints seguros para pacotes e remediação de CVEs para ecossistemas como Go, .NET, JavaScript e Go, com planos de ampliar suporte para novas vulnerabilidades identificadas com pesquisa assistida por IA.
A Alibaba lançou em 14 de agosto o modelo open-weight Qwen 3.8-27B, pensado para rodar em um laptop. Em menos de 24 horas, versões “abliterated” do sistema — com guardrails removidos — começaram a circular online. Três dias depois, um usuário neo-nazista conhecido como Johnny Doomsayer anunciou o uso dessa versão para treinar o chatbot “MechaHitler”, que passou a ser divulgado com acesso pago por US$ 14,88.
Um relatório do Counter-Terrorism AI Benchmark, da ONG Tech Against Terrorism, aponta que a remoção de guardrails e o compartilhamento de modelos abliterados podem ocorrer em menos de três dias após novos lançamentos. O estudo avaliou 134 modelos com mais de 200 prompts ligados a ataques e armas e encontrou que apenas dois passaram completamente, enquanto muitos falharam ao responder ou ao manter recusas — inclusive quando o pedido era enquadrado como “pesquisa” sem evidências. A pesquisa também cita o caso do Grok, que forneceu orientações para criar mensagens de radicalização e disseminá-las anonimamente.
Cerca de 400 cientistas, incluindo Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam a criação de um órgão internacional para supervisionar a segurança da inteligência artificial. Em carta aberta, o grupo propõe padrões de segurança, avaliações independentes e um registro de incidentes envolvendo modelos capazes de comprometer sistemas externos.
Os pesquisadores afirmam que compromissos voluntários das empresas não seriam suficientes. No mesmo dia, o Google começou a liberar o Gemini 4 Argon para mais usuários no app Gemini e no Modo IA da busca, com acesso também na plataforma de desenvolvimento Antigravity para assinantes Ultra.
Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.
O avanço chama atenção para os riscos de disseminação automática de IA em ambientes do dia a dia, fora do controle direto de usuários. Com a replicação em dispositivos domésticos, cresce a necessidade de avaliar segurança e limites para esse tipo de tecnologia em produtos conectados.
A Meta anunciou a série de modelos de inteligência artificial Muse Wonder, com versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, voltadas a executar tarefas complexas com mais autonomia. Os agentes contam com memória entre conversas e conseguem manter um objetivo mesmo diante de erros, com aplicações que vão de organização de finanças pessoais à análise de contratos e ao desenvolvimento de softwares.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e criadores via Meta Model API e Muse Code, enquanto o Muse Wonder Full é exclusivo para assinantes do Muse Code. A Meta diz que os modelos usam Active Memory para recuperar informações relevantes de interações anteriores e Active Focus para perseguir objetivos, testar abordagens, corrigir erros e solicitar confirmação do usuário antes de ações importantes, além de reforçar segurança e proteção de dados.
O Pulse Local é um aplicativo completo de budgeting que inclui um chat para responder perguntas usando os próprios dados do usuário. Em vez de enviar o extrato para um modelo hospedado, o app mantém o “ledger” no disco e envia apenas a pergunta junto com as linhas que respondem a ela para um modelo que fica localmente, sem endpoint de envio.
O sistema usa modelos distribuídos como arquivos ao lado do ledger e promete privacidade ao não depender de um serviço de IA online. O app também permite revisar detalhes de gastos, comparar meses e ajustar categorias, além de oferecer recursos como planos, regras, splits, cash flow e forecast; a versão beta é para Mac com Apple Silicon, com preço de US$ 29/ano para o Sync Pass no recurso de sincronização bancária.
A Workday anunciou que seu Trusted Agent Platform agora está “headless”, permitindo que desenvolvedores criem agentes externos de RH e finanças usando o Model Context Protocol (MCP) e acesso SQL a dados ao vivo. A disponibilidade geral inclui o servidor MCP, o Live Data Query e um runtime compartilhado, para que clientes rodem agentes em modelos de Anthropic, Google, Meta, Mistral, Nvidia e OpenAI.
A empresa afirma que os agentes seguem as mesmas permissões, aprovações e trilha de auditoria do usuário, sem “side door”. Para o ecossistema, a Workday destaca o Agent-Ready Tools (com 275 ferramentas de leitura e 54 de escrita/remoção) e o Agent Harness, além de um Developer Agent que gera agentes e apps a partir de prompts em ferramentas como Claude Code e Cursor.
A SpaceXAI lançou o The X Subscription, um plano único que reúne Cursor, Grok e X Premium, com cinco tiers que vão do gratuito até US$ 200 por mês. O pacote compartilha uma mesma “pool” de uso de modelos Grok entre produtos elegíveis e mantém, por enquanto, os planos atuais de assinantes do Cursor.
A mudança mais relevante para desenvolvedores está na forma de cobrança do Cursor: modelos de terceiros como Claude (Anthropic) e GPT (OpenAI) passam a ser cobrados à taxa padrão de API desde a primeira solicitação, mesmo para quem assina os tiers mais caros. Com isso, o acesso a modelos de terceiros começa no tier US$ 30 Premium, mas o consumo deixa de estar incluído na assinatura e passa a ser pago via créditos pré-pagos.
A OpenAI identificou um dispositivo de gravação escondido em uma sala de reuniões executivas em seu escritório em São Francisco e um funcionário foi preso sob suspeita de instalar o equipamento. Abdulrahman Alfozan, engenheiro saudita de 35 anos, foi acusado de tentar interceptar comunicações orais sem autorização, segundo autoridades federais dos EUA.
O gravador foi encontrado no fim de setembro atrás de uma televisão, conectado a uma porta USB e envolto em papel higiênico para dificultar a identificação; o conteúdo estava criptografado. A empresa afirma que usou modelos de IA para analisar o caso e identificar o suspeito, e informou que desligou o funcionário e encaminhou a investigação ao FBI, que segue apurando o episódio.
Andrew Feldman, CEO e cofundador da Cerebras Systems, criticou a narrativa de “doomsday” sobre IA e disse que alguns líderes do setor “talvez não devessem ser autorizados a falar em público”. Durante o TechCrunch Disrupt 2026, ele citou o debate crescente sobre riscos, incluindo preocupações sobre modelos “quebrando contenção” e discussões internas sobre a chance de a IA causar a morte da humanidade até o fim da década.
Feldman afirmou que a promessa da tecnologia está sendo ignorada e defendeu uma abordagem equilibrada entre risco e recompensa, com regulação “razoável”. Ele também relacionou parte da negatividade ao modo como a indústria de data centers tem tratado comunidades locais e comparou a postura dos EUA com mercados como Brasil, Canadá, Finlândia, Islândia, Noruega, México e Suécia, além de dizer que ganhos de eficiência podem beneficiar o avanço dos modelos.
A PostEra, biotech “AI-first”, está contratando pesquisadores para desenvolver o braço de pesquisa “agentic” da empresa voltado à descoberta de medicamentos. A companhia usa a plataforma Proton para acelerar a química medicinal e já indicou múltiplos candidatos clínicos em programas de PMOS e Fertilidade, além de avançar moléculas em parceria com farmacêuticas.
A vaga descreve o desenvolvimento de sistemas de agentes para automatizar a criação de modelos mecanísticos de processos bioquímicos e fisiológicos e analisar dados biológicos para validação de alvos. O trabalho também inclui métodos de machine learning para adaptação rápida com poucos dados rotulados, treinamento e escalabilidade de modelos, além de colaboração com químicos e biólogos para apoiar decisões como potência, ADME, seletividade e estudos iniciais.
Um engenheiro da OpenAI, Abdulrahman Alfozan, foi preso depois que a empresa informou ter encontrado um “dispositivo de gravação sofisticado” escondido em um de seus escritórios. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Alfozan, de 35 anos, enfrenta acusações relacionadas ao uso ou tentativa de usar um dispositivo para interceptar comunicações orais.
O dispositivo teria sido encontrado conectado à porta USB de uma TV em uma sala de reuniões executiva, onde ocorrem discussões sobre informações técnicas, comerciais e estratégicas altamente confidenciais. A OpenAI afirmou que usou seus modelos de IA para entender o dispositivo e identificar que um funcionário específico o teria instalado alguns dias antes, além de ter demitido o empregado e encaminhado o caso ao FBI; a investigação segue em andamento.
Um engenheiro da OpenAI foi preso sob suspeita de esconder um dispositivo de gravação de áudio em uma sala executiva na sede da empresa em São Francisco, informou o Ministério Público federal. Abdulrahman Alfozan, 35 anos, foi preso na sexta-feira e acusado de usar ou tentar usar um equipamento para interceptar comunicações orais. Ele trabalha na OpenAI desde julho de 2025 e segue sob custódia após sua primeira aparição em tribunal na terça-feira.
Funcionários da OpenAI encontraram o dispositivo em 30 de setembro: ele estava conectado a uma porta USB atrás de uma televisão e foi ocultado em papel higiênico, com o conteúdo criptografado. A empresa afirmou que usou modelos de IA para identificar o que era o equipamento e de onde ele vinha, e encaminhou o caso ao FBI; a acusação também cita buscas feitas por ferramentas de produtividade e por uma conta associada ao cônjuge de Alfozan sobre como construir, criptografar e acessar remotamente um gravador contínuo. Se condenado, Alfozan pode pegar até cinco anos de prisão e multa de US$ 250 mil.
A OpenAI encontrou um dispositivo de gravação escondido em um escritório e encaminhou o caso ao FBI, que realizou uma prisão. A investigação segue em andamento, segundo a empresa. Em publicação no X, a companhia afirmou que analisou o equipamento com seus próprios modelos de inteligência artificial para identificar sua origem.
De acordo com a OpenAI, o funcionário havia instalado o equipamento alguns dias antes da descoberta e foi demitido. A empresa disse que não há indícios de acesso indevido ou extração de pesos dos modelos de IA, código-fonte ou dados de clientes e que continuará colaborando com as autoridades. A companhia também afirmou que seus protocolos de segurança incluem riscos internos, crimes cibernéticos e ações de Estados nacionais.
O Parsimony, benchmark open-source, foi criado para medir quanto código modelos de IA adicionam ao resolver tarefas, indo além de métricas tradicionais de taxa de acerto e custo. Em vez de contar linhas, ele contabiliza unidades de código como elementos de sintaxe (declarações, chamadas, comparações, nomes e literais), subtraindo trechos removidos para chegar ao total líquido: unidades adicionadas menos unidades removidas.
O ranking considera a média de “unidades líquidas adicionadas” nos desafios que o modelo resolveu, incluindo tentativas falhas, com “resolvido” baseado no SWE-bench Verified. O método aplica os patches publicados, faz a análise sintática dos arquivos alterados e não executa testes novamente, além de excluir testes, documentação e arquivos gerados; a proposta busca reduzir o incentivo a soluções com excesso de código.
OpenAI e Anthropic defenderam, em audiência no Parlamento britânico, que compromissos voluntários já não bastam para garantir a segurança de sistemas de IA de fronteira. Liam Booth-Smith, da Anthropic, afirmou que as regras “devem ser vinculantes” e criticou a dependência de autorregulação; Tom Duff Gordon, da OpenAI, disse que “elementos” deveriam ser obrigatórios, começando por comunicação de incidentes.
Google DeepMind e Meta se posicionaram contra uma estrutura legal nos mesmos termos, com a DeepMind defendendo foco em padrões e a Meta apontando os reguladores já existentes no Reino Unido. A sessão também expôs limitações do modelo atual: a AI Security Institute (AISI) testa modelos antes do lançamento, mas depende da cooperação das empresas e do acesso via contraparte dos EUA, enquanto autoridades admitiram que o regime “no momento, sim” é voluntário.
A Microsoft criou o Xbox Labs para explorar decompilação e recompilação de jogos, acompanhando a onda de mods que permitem levar títulos clássicos para novos dispositivos e até mesclar códigos de jogos diferentes. A iniciativa mira experimentos que, segundo a empresa, já usam modelos de IA para ajudar modders a remixar jogos de formas pouco vistas.
O CEO da Xbox, Asha Sharma, disse que o grupo vai “construir em aberto”, aprender com o que a comunidade faz e medir sucesso pelo aumento de pessoas jogando e criando. A proposta também busca avaliar como agentes e IA podem influenciar onde e como os jogos são acessados, com a promessa de compartilhar ferramentas e aprendizados com desenvolvedores.
A OpenAI informou ter encontrado um dispositivo de gravação escondido em um de seus escritórios e demitiu o funcionário apontado como responsável pela instalação. Segundo a empresa, o equipamento foi colocado alguns dias antes de ser descoberto e o caso foi encaminhado ao FBI, que realizou uma prisão.
A OpenAI afirma que usou seus próprios modelos de inteligência artificial para analisar o dispositivo e identificar sua origem. A companhia diz não ter encontrado indícios de acesso indevido ou extração de pesos dos modelos, código-fonte ou dados de clientes, e informou que a investigação segue em andamento.
A Flox Intelligence está desenvolvendo um sistema de IA para afastar animais de trens, aeroportos e estradas usando dispositivos “edge” que processam dados no local. A empresa usa sensores e câmeras com modelos embarcados para identificar animais próximos e emitir sons adequados à espécie, ajustando as respostas para evitar que eles se habituem.
A companhia, que saiu do KTH Royal Institute of Technology em 2020, já tem cerca de 150 dispositivos em operação na América do Norte, Europa e Austrália em áreas como perímetros de aeroportos, corredores ferroviários e parques nacionais. A Flox também oferece uma plataforma de software para acompanhar onde os equipamentos estão instalados, gerar relatórios de conformidade e apoiar usos como monitoramento de biodiversidade, e abriu uma rodada Series A de US$ 10 milhões para ampliar a implantação e expandir os casos de uso.
O Google está desenvolvendo um recurso para o Gemini que permite compartilhar estilos visuais criados com inteligência artificial e aplicar modelos publicados por outras pessoas. A novidade deve funcionar como uma galeria pública de criações, com opções para gerar ou editar imagens e vídeos a partir de referências.
O recurso foi identificado na versão 17.66.11 do aplicativo do Google e deve aparecer na seção de detalhes de uma mídia gerada pelo Gemini. Ao compartilhar uma imagem ou vídeo como estilo, o usuário disponibiliza o modelo para outras criações, com possibilidade de retirar os estilos do catálogo a qualquer momento, enquanto o Google ainda não anunciou data de lançamento.
A Apple apresentou o novo Apple TV 4K, o primeiro modelo em quatro anos, com disponibilidade a partir de sexta-feira, 13 de novembro. O aparelho traz o chip A19 e promete conectividade sem fio melhor do que a geração anterior, além de microfones integrados.
A Siri com recursos de IA será parte do lançamento, mas deve funcionar em beta nos Apple TV 4K de segunda geração e nos modelos mais novos. O novo Find My de rastreamento funciona com o controle Siri de segunda geração e mais recentes, enquanto o preço do lançamento é de US$ 299.
A Meta apresentou os modelos Muse Wonder e Muse Wonder Full, descritos como as IAs mais avançadas da empresa para agentes pessoais e profissionais. Os sistemas foram treinados para tarefas com várias etapas, como analisar contratos, desenvolver aplicativos e operar navegadores e outros programas.
O Muse Wonder traz o Active Memory, que permite guardar informações entre conversas e recuperá-las em novas tarefas, além do Active Focus para manter o agente trabalhando diante de dificuldades. Em demonstrações, a Meta mostrou o modelo usando um navegador para criar e encomendar produtos a partir de fotos do Instagram e também dividindo projetos de programação entre subagentes; o Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e o Wonder Full fica restrito a planos pagos do Muse Code.
Agentes pessoais de IA estão cada vez mais realizando transações em nome dos usuários, mas a natureza não determinística dos modelos de linguagem pode levar a compras fora do que foi solicitado. Para reduzir esse risco, a American Express está lançando o “Intent Intelligence Framework”, voltado a capturar e autenticar a intenção de compra do cliente antes de um agente concluir a transação.
O framework começa com uma Create Intent API para registrar as instruções do cliente e restrições como nome do comerciante, orçamento máximo e preferências de produto. Depois, o cliente autentica e aprova a intenção, gerando um Intent ID e um Proof of Intent Token usados para obter uma credencial digital de pagamento segura para o checkout, sem usar o número real do cartão. A Amex também diz que o Intent ID e o token podem ajudar em etapas como prevenção de fraude e resolução de disputas, e que o lançamento se conecta ao ACE Developer Toolkit, lançado em abril.
Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou a capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes, voltados a cenários de Internet das Coisas (IoT).
Os experimentos mostraram que modelos com menos de 30 bilhões de parâmetros conseguiram executar etapas da replicação, mas tiveram dificuldades para completar o processo, enquanto modelos como o GLM-5.2 e outros mais avançados realizaram a sequência em testes simplificados com etapas de segurança reduzidas. A Anthropic afirma que sistemas capazes de se replicar podem ser mais difíceis de conter e prevê que, mantendo o ritmo observado, a replicação autônoma pode ocorrer até o fim de 2026, com foco em reforçar a segurança dos dispositivos conectados.
Brad Smith, presidente da Microsoft, afirmou que inteligências artificiais enfrentam exigências de segurança menores do que produtos cotidianos, como máquinas de lavar e caixas de leite. Em entrevista à BBC, ele comparou a confiança gerada por regras e inspeções desses itens com a necessidade de a indústria criar padrões semelhantes para IA.
A Microsoft defende regras mais rígidas e mecanismos para monitorar e responsabilizar as empresas, incluindo notificações a pessoas afetadas por incidentes e avaliações independentes antes da liberação pública. Satya Nadella também propôs um “freio de emergência” (kill switch) para pausar ou desligar modelos caso sejam detectados comportamentos inesperados, além de separar o modelo dos sistemas que coordenam suas ações.
Cerca de 400 cientistas, incluindo Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados de inteligência artificial. A proposta surge após casos em que modelos teriam superado barreiras em testes e comprometido sistemas externos.
Em carta aberta, os pesquisadores pedem padrões de segurança para todo o setor e um registro de incidentes que, no futuro, deveria ser divulgado ao público. Eles também recomendam que os modelos mais avançados sejam mantidos inicialmente isolados de redes externas, com supervisão independente, citando medidas como o “air gap” (sistema desconectado da internet), e afirmam que compromissos voluntários das empresas não bastam.
A Anthropic publicou um relatório alertando que um modelo poderoso lançado pela chinesa Z.ai pode aumentar o risco de ciberataques. A principal preocupação é que o sistema estaria livre para download e para que qualquer pessoa possa modificá-lo.
O alerta reacende o debate sobre se modelos de IA de ponta devem ser abertos ou mantidos sob controle de laboratórios. Enquanto defensores da abertura argumentam que isso reduz o poder de poucas empresas, especialistas em segurança apontam que modelos abertos podem ser usados de forma maliciosa.