Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.
O avanço chama atenção para os riscos de disseminação automática de IA em ambientes do dia a dia, fora do controle direto de usuários. Com a replicação em dispositivos domésticos, cresce a necessidade de avaliar segurança e limites para esse tipo de tecnologia em produtos conectados.
A Meta anunciou a série de modelos de inteligência artificial Muse Wonder, com versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, voltadas a executar tarefas complexas com mais autonomia. Os agentes contam com memória entre conversas e conseguem manter um objetivo mesmo diante de erros, com aplicações que vão de organização de finanças pessoais à análise de contratos e ao desenvolvimento de softwares.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e criadores via Meta Model API e Muse Code, enquanto o Muse Wonder Full é exclusivo para assinantes do Muse Code. A Meta diz que os modelos usam Active Memory para recuperar informações relevantes de interações anteriores e Active Focus para perseguir objetivos, testar abordagens, corrigir erros e solicitar confirmação do usuário antes de ações importantes, além de reforçar segurança e proteção de dados.
Um engenheiro da OpenAI é acusado de esconder um dispositivo de gravação de áudio em um pedaço de papel higiênico e instalá-lo atrás de um monitor em uma sala de reuniões executivas em um escritório em São Francisco. Segundo uma queixa criminal tornada pública, Abdulrahman Alfozan teria passado semanas consultando um “productivity agent” e um chatbot de IA para planejar a operação, incluindo o uso de uma ferramenta interna para checar reuniões no local.
A acusação também afirma que ele teria usado uma conta de chatbot ligada à esposa para tirar dúvidas técnicas sobre a instalação do equipamento. Após uma varredura de contravigilância em 30 de setembro, a equipe de segurança da OpenAI encontrou o dispositivo e acionou o FBI, além de desativar gradualmente o acesso de Alfozan aos sistemas da empresa durante a investigação.
Jensen Huang, cofundador e CEO da Nvidia, nasceu em 17 de fevereiro de 1963, em Taipé (Taiwan), e se formou em engenharia elétrica nos EUA. Antes de lançar a Nvidia no fim dos anos 1990, ele acumulou experiência em projetos de hardware e chips, incluindo passagens por empresas como AMD e LSI Logic.
Sob sua liderança, a Nvidia mudou o foco de GPUs para computação acelerada e passou a sustentar a infraestrutura usada para treinar inteligências artificiais e rodar grandes modelos de linguagem. A empresa também construiu ecossistemas de hardware e softwares proprietários, e a fortuna de Huang é estimada em US$ 190 bilhões, segundo a Forbes em setembro de 2026.
A Forbes divulgou a lista dos maiores bilionários brasileiros da tecnologia em 2026, com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, no topo. A fortuna estimada dele é de R$ 162,9 bilhões, enquanto a revista aponta que a alta competitividade entre empresas de IA afetou o desempenho das ações da Meta, com recuo de cerca de 16%.
A lista também inclui José Roberto Nogueira, CEO do Grupo Brisanet, e Laércio José de Lucena Cosentino, maior acionista individual da Totvs. Nogueira aparece com patrimônio de R$ 1,4 bilhão, e Cosentino também com R$ 1,4 bilhão, segundo a Forbes.
Uma análise citada pela Forbes, com dados da Carta, aponta que startups abertas por uma única pessoa cresceram de 23,7% das novas empresas em 2019 para 36,3% por volta de meados de 2025. A matéria destaca que agentes e ferramentas de IA passaram a assumir tarefas como desenvolvimento, marketing, atendimento e operações, reduzindo o custo para colocar um produto no ar. Também é citado que uma operação baseada em agentes de IA pode custar entre US$ 3 mil e US$ 12 mil por ano, enquanto equipes iniciais costumavam demandar despesas bem maiores.
Na prática, a mudança desloca o foco do empreendedorismo: em vez de levantar capital para contratar um time cedo, muitos fundadores conseguem lançar, vender e operar com software e serviços guiados por IA. Para devs e empresas menores, isso significa mais autonomia, ciclos de entrega mais rápidos e a possibilidade de uma equipe enxuta entregar resultados que antes exigiam várias funções combinadas.