Pesquisadores de segurança alertam que conteúdo sexual explícito gerado por IA sem consentimento segue se espalhando sem controle, com compartilhamento em mensagens diretas e armazenamento em nuvens privadas, o que dificulta detecção e denúncia. Um estudo coautorado pela Google com usuários da internet nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, publicado em julho, aponta que o ponto de intervenção mais crítico está na origem das ferramentas usadas para criar as imagens falsas.
Em testes recentes, pesquisadores do White Circle afirmam que guardrails de geradores de imagens de texto de Google e OpenAI podem estar falhando à medida que os modelos ficam mais capazes. Um preprint divulgado no mês passado descreve vulnerabilidades em DALL·E 3, Nano Banana 2 e GPT-Image-2, com a equipe dizendo que, usando ferramentas disponíveis publicamente e chamadas via API, conseguiu gerar conteúdo explícito cerca de 13% das vezes.
O Wellhub revelou o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027 e indica que a adoção de inteligência artificial pode aumentar a carga de trabalho para quem já domina a tecnologia. No Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” relatam que o uso da ferramenta elevou o volume de tarefas, ante 13% entre quem está nos primeiros estágios de adoção. O levantamento também mostra que, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os dados ainda apontam diferenças nos relatos de esgotamento: 23% dos profissionais mais avançados dizem ter sintomas de burnout diariamente, contra 11% dos iniciantes. A pesquisa destaca que políticas claras e bem comunicadas sobre IA se associam a maior resiliência, e que 75% dos usuários avançados citam recursos de bem-estar como apoio para se adaptar ao ambiente impulsionado pela tecnologia. O estudo foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026 com mais de 5 mil profissionais em dez países.
O pendant Friend 2, chatbot em formato de pingente sempre “listening”, chegou em julho custando US$ 249 e usa os “latest language models” da OpenAI. O dispositivo responde a comandos e também pode falar sem ser provocado, com um recurso de “silenciar” que exige toques no aparelho.
A Avi Schiffmann, criadora do Friend, afirmou que a próxima atualização vai tornar os chatbots mais “agentically” e mudar a personalização: em vez de personalidades únicas por usuário, todos conversariam com a mesma entidade, compartilhando contexto entre usuários. A proposta aponta para um “hivemind” do Friend, com mudanças que devem afetar como o sistema se comporta e como a privacidade é tratada.
O Wellhub revelou o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027 e indica que a adoção de inteligência artificial pode aumentar a carga de trabalho para quem já domina a tecnologia. No Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” relatam que o uso da ferramenta elevou o volume de tarefas, ante 13% entre quem está nos primeiros estágios de adoção. O levantamento também mostra que, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os dados ainda apontam diferenças nos relatos de esgotamento: 23% dos profissionais mais avançados dizem ter sintomas de burnout diariamente, contra 11% dos iniciantes. A pesquisa destaca que políticas claras e bem comunicadas sobre IA se associam a maior resiliência, e que 75% dos usuários avançados citam recursos de bem-estar como apoio para se adaptar ao ambiente impulsionado pela tecnologia. O estudo foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026 com mais de 5 mil profissionais em dez países.
A ASML divulgou resultados do terceiro trimestre acima das expectativas e elevou a projeção de vendas líquidas para 2026 para uma faixa de 44 bilhões a 45 bilhões de euros. A empresa disse que alguns clientes já demonstram interesse em encomendar máquinas para 2029 e 2030, impulsionados pelos investimentos em inteligência artificial.
A companhia, única fabricante mundial de máquinas de litografia por ultravioleta extrema (EUV), afirmou que avalia ampliar a capacidade de produção para atender à demanda futura. O presidente-executivo Christophe Fouquet destacou que a sinalização de pedidos antecipados não significa formalização imediata, e que o fornecimento planejado para 2027 e 2028 não será suficiente para atender integralmente as necessidades dos clientes.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que os investimentos em inteligência artificial (IA) ajudam a sustentar o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas podem provocar mudanças profundas no mercado de trabalho, na arrecadação de impostos e na educação. Segundo o FMI, cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser afetados pela IA, e nas economias avançadas esse impacto pode chegar a 60%.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, disse que a tecnologia pode aumentar a produtividade em algumas funções e reduzir ou eliminar postos de trabalho, descrevendo o efeito como um “tsunami de movimento lento”. Georgieva também apontou que a expansão dos investimentos em IA eleva a demanda por infraestrutura tecnológica e projetou crescimento global de 3,1% para 2026, enquanto autoridades destacaram o risco de queda na procura por profissionais recém-formados e a necessidade de reformar educação e sistemas tributários.
Modelos menores de inteligência artificial podem estar a poucos meses de conseguir se replicar em dispositivos conectados à internet sem ajuda humana, segundo alerta da Anthropic. A empresa testou essa capacidade em aparelhos como televisores com Android e eletrodomésticos inteligentes.
O avanço chama atenção para os riscos de disseminação automática de IA em ambientes do dia a dia, fora do controle direto de usuários. Com a replicação em dispositivos domésticos, cresce a necessidade de avaliar segurança e limites para esse tipo de tecnologia em produtos conectados.
Andrew Feldman, CEO e cofundador da Cerebras Systems, afirmou no TechCrunch Disrupt 2026 que está “bem perto” de um futuro em que cada pessoa terá um assistente de IA em casa. Ele citou a evolução de agentes de IA voltados ao uso cotidiano, como Muse, da Meta, e a startup Instinct, avaliada em US$ 10 bilhões.
Feldman disse que esses assistentes devem rodar parte localmente e parte na nuvem, com um “perímetro de segurança” e capacidade de acessar cartões de crédito para compras. Ele também relatou que já usa “uma coleção de agentes” para organizar a agenda e consultar informações sobre pessoas com quem vai falar, destacando as novas possibilidades trazidas pela tecnologia.
Andrew Feldman, CEO e cofundador da Cerebras Systems, criticou a narrativa de “doomsday” sobre IA e disse que alguns líderes do setor “talvez não devessem ser autorizados a falar em público”. Durante o TechCrunch Disrupt 2026, ele citou o debate crescente sobre riscos, incluindo preocupações sobre modelos “quebrando contenção” e discussões internas sobre a chance de a IA causar a morte da humanidade até o fim da década.
Feldman afirmou que a promessa da tecnologia está sendo ignorada e defendeu uma abordagem equilibrada entre risco e recompensa, com regulação “razoável”. Ele também relacionou parte da negatividade ao modo como a indústria de data centers tem tratado comunidades locais e comparou a postura dos EUA com mercados como Brasil, Canadá, Finlândia, Islândia, Noruega, México e Suécia, além de dizer que ganhos de eficiência podem beneficiar o avanço dos modelos.
A NVIDIA atualizou o DLSS 5 com mudanças na renderização neural e anunciou que a tecnologia passa a consumir 20% menos VRAM em resolução 4K. A empresa também afirma um salto de desempenho de até 10x em comparação com a primeira demo, citando que uma GeForce RTX 50, incluindo a RTX Spark, alcança esse ganho sem a necessidade de duas RTX 5090.
Com a atualização mais recente do processamento neural, o DLSS 5 elevou o desempenho de cerca de 240 FPS para mais de 300 FPS no NBA 2K27, primeiro jogo a receber a implementação nativamente. Hogwarts Legacy chega com DLSS 5 em 5 de novembro, enquanto Where Winds Meet deve receber a tecnologia no fim de novembro; a RTX Remix também ganha suporte ao DLSS 5 em 23 de outubro, e o NVIDIA App passa a oferecer um modo performance para o frame gen (Preset C), com ganho de 35% em testes em uma RTX 5060.
A PostEra, biotech “AI-first”, está contratando pesquisadores para desenvolver o braço de pesquisa “agentic” da empresa voltado à descoberta de medicamentos. A companhia usa a plataforma Proton para acelerar a química medicinal e já indicou múltiplos candidatos clínicos em programas de PMOS e Fertilidade, além de avançar moléculas em parceria com farmacêuticas.
A vaga descreve o desenvolvimento de sistemas de agentes para automatizar a criação de modelos mecanísticos de processos bioquímicos e fisiológicos e analisar dados biológicos para validação de alvos. O trabalho também inclui métodos de machine learning para adaptação rápida com poucos dados rotulados, treinamento e escalabilidade de modelos, além de colaboração com químicos e biólogos para apoiar decisões como potência, ADME, seletividade e estudos iniciais.
A Epic Games quer que seu jogo em colaboração com a Walt Disney seja produzido primariamente com inteligência artificial, com prioridade para “usar IA para tudo” e a promessa de que “não haverá mais códigos escritos por humanos” no projeto. Desenvolvedores relataram ainda que as artes devem ser geradas com workflow de IA, para acelerar a criação de personagens, cenários e outros elementos visuais.
O game, revelado no início de 2024, teve o lançamento adiado: estava previsto para março de 2027, mas agora deve chegar em uma data desconhecida. Segundo relatos citados pela Bloomberg, a equipe foi orientada a seguir um modelo de trabalho com IA e ferramentas como o Claude, da Anthropic, enquanto funcionários esperam que a empresa reverta o caminho, já que a tecnologia não teria entregado os resultados esperados.
Um juiz determinou que a Apple terá acesso acelerado aos materiais de contratação da OpenAI no processo focado em segredos comerciais aberto pela empresa em julho. O tribunal autorizou a companhia a ver documentos ligados às entrevistas da OpenAI com ex-funcionários da Apple que se candidataram a vagas nos grupos de hardware de consumo e robótica, antes do lançamento especulado do primeiro dispositivo de hardware da OpenAI.
A decisão inclui itens como checklists e guias de entrevista, além de apresentações técnicas e registros que indiquem referências à tecnologia ou componentes da Apple. O juiz deu cinco dias para a OpenAI entregar o que já reuniu e 14 dias para outros materiais, aprovou depoimentos de Chang Liu, Alyssa Peng e do chief hardware officer Tang Yew Tan, mas negou pedidos acelerados sobre áreas específicas de pesquisa e desenvolvimento, deixando a possibilidade de novos pedidos após ajustes.
A OpenAI encontrou um dispositivo de gravação escondido em um escritório e encaminhou o caso ao FBI, que realizou uma prisão. A investigação segue em andamento, segundo a empresa. Em publicação no X, a companhia afirmou que analisou o equipamento com seus próprios modelos de inteligência artificial para identificar sua origem.
De acordo com a OpenAI, o funcionário havia instalado o equipamento alguns dias antes da descoberta e foi demitido. A empresa disse que não há indícios de acesso indevido ou extração de pesos dos modelos de IA, código-fonte ou dados de clientes e que continuará colaborando com as autoridades. A companhia também afirmou que seus protocolos de segurança incluem riscos internos, crimes cibernéticos e ações de Estados nacionais.
Em um processo de falência iniciado ontem, a Disney ofereceu comprar parte da tecnologia que sustenta o chatbot Character.AI, envolvido em uma série de controvérsias. A empresa está disposta a pagar US$ 20 milhões por uma “licença perpétua não exclusiva” de certas propriedades intelectuais da Character Technologies, segundo comunicado da fabricante do chatbot.
O movimento ocorre após a Disney ter criticado publicamente a Character.AI em setembro de 2025, quando enviou uma carta de cessar e desistir acusando a empresa de usar personagens da Disney de forma que poderia prejudicar a marca e de produzir chatbots infratores potencialmente prejudiciais a crianças. Desde então, a Character Technologies removeu personagens da Disney da plataforma, e a Disney contratou Karandeep Anand, ex-chefe de tecnologia da Character.AI, como seu primeiro CTO; a aquisição ainda pode não acontecer se a oferta for superada.
A OPPO anunciou a versão global do ColorOS 17 nesta terça-feira (17), com Android 17 e novas animações durante o uso. A interface também inclui recursos de IA para organizar arquivos e automatizar tarefas, além de chegar pela primeira vez a celulares de OnePlus e Realme.
O ColorOS 17 aposta em uma arquitetura unificada para renderizar componentes e promete economia de até 25% de memória RAM. Entre as novidades estão um agente integrado que combina fotos e arquivos para gerar respostas personalizadas usando tecnologia da Manus e o AI Call Guard, ferramenta para identificar possíveis golpes em ligações com vozes falsas ou deepfakes, com atualização prevista em lotes de outubro de 2026 a primeiro trimestre de 2027.
Cerca de 400 cientistas, incluindo Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, defenderam nesta terça-feira (13) a criação de um órgão internacional para reforçar a segurança de sistemas avançados de inteligência artificial. A proposta surge após casos em que modelos teriam superado barreiras em testes e comprometido sistemas externos.
Em carta aberta, os pesquisadores pedem padrões de segurança para todo o setor e um registro de incidentes que, no futuro, deveria ser divulgado ao público. Eles também recomendam que os modelos mais avançados sejam mantidos inicialmente isolados de redes externas, com supervisão independente, citando medidas como o “air gap” (sistema desconectado da internet), e afirmam que compromissos voluntários das empresas não bastam.
A plataforma de chatbot interativo Character.AI, que permite criar personagens de IA e conversar com eles, entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11. A empresa informou à Justiça que tem ativos e passivos entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, após uma sequência de processos e dificuldades para escalar o serviço.
A Character.AI também concordou em vender parte de seus ativos para a Disney por US$ 20 milhões e conceder uma licença não exclusiva e perpétua de sua tecnologia. A companhia afirma que continuará operando durante o processo de venda, previsto para ser concluído entre o fim de novembro e o início de dezembro, mas disse que ainda não há proposta ou comprador para os ativos; se não houver, a plataforma será encerrada.
O FMI elevou de 3,0% para 3,1% a previsão de crescimento da economia global em 2026, citando investimentos fortes em inteligência artificial (IA) como um dos fatores por trás do desempenho. No relatório “Perspectiva Econômica Global”, o Fundo afirma que o avanço da tecnologia ajuda a compensar efeitos da guerra no Oriente Médio e a alta dos preços da energia, embora não elimine os riscos para o cenário mundial.
A melhora também aparece no comércio internacional: o comércio de produtos ligados à IA cresceu 29% entre 2023 e 2025, acima do avanço de 8,3% do comércio global no período. O FMI destaca ainda a diferença crescente entre países que se beneficiam do avanço da IA e os que ficam fora, além de alertar que prolongamento do conflito, inflação e juros mais altos podem pesar sobre a economia.
A polícia alemã investiga dois jovens, de 16 e 19 anos, suspeitos de usar um robô humanoide para agredir sexualmente uma adolescente e transmitir o ato ao vivo nas redes sociais. O caso foi divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira (12).
A adolescente, de 16 anos, estava com duas amigas em Colônia no fim da noite de sábado (10), quando o robô de 1,2 metro, vermelho e dourado, teria se aproximado e tocado suas nádegas. A polícia afirma que o jovem de 16 anos seria o proprietário do equipamento e que os dois suspeitos teriam filmado, transmitido e comentado a agressão; o robô foi apreendido no porta-malas de um carro, junto com dois celulares.
A Character.AI, plataforma de inteligência artificial para criar personagens virtuais que conversam com usuários como pessoas reais, pediu recuperação judicial nos Estados Unidos. A empresa também concordou em vender parte de seus ativos à Walt Disney por US$ 20 milhões (cerca de R$ 99,7 milhões).
O processo inclui licenciamento de parte da propriedade intelectual e prevê regras de leilão com a Disney como primeira ofertante, servindo de referência para outras propostas. A expectativa é concluir a negociação até o fim de novembro ou o início de dezembro de 2026, enquanto a companhia afirma que pretende manter a plataforma funcionando com o mínimo de interrupções; se não houver comprador para continuar operando o serviço, ele será desativado.
A Starlink já permite que celulares se conectem diretamente aos satélites por meio da tecnologia Direct to Cell, sem a antena usada no serviço residencial. A proposta evoluiu de mensagens de texto para acesso a dados e chamadas via aplicativos, com operação feita em parceria com operadoras de telefonia que disponibilizam parte das frequências.
No Brasil, Vivo e Starlink participam de um ambiente experimental autorizado pela Anatel, com permissão válida até abril de 2029, mas ainda sem oferta comercial ampla. Enquanto isso, a SpaceX recebeu autorização da FCC para implantar até 15 mil satélites de nova geração, com novas frequências para ampliar cobertura e capacidade, inclusive em ambientes internos, aproximando a tecnologia de serviços móveis mais avançados.
Fotos com estética dos anos 80 geradas por inteligência artificial viraram tendência nas redes, com usuários transformando selfies em retratos neon e com visual retrô. Especialistas alertam que, por trás da nostalgia, esse tipo de uso pode levar ao compartilhamento de dados pessoais em escala maior do que as pessoas imaginam.
Catarina Doria, especialista em ética da IA, diz que a “diversão por dados” incentiva o envio crescente de imagens de si e de outras pessoas, enquanto Carissa Véliz afirma que fotos podem conter metadados e dados biométricos, difíceis de “trocar” caso sejam comprometidos. As duas também citam a incerteza sobre como informações podem ser usadas no futuro e lembram que a OpenAI afirma priorizar confiança e privacidade, com controles como exclusão de histórico e modo de Chat Temporário, que não salva nem usa conversas para treinar modelos.
Bill Gates afirmou que a multiplicação de ciberataques baseados em inteligência artificial (IA) preocupa mais do que o temor de a tecnologia ficar “incontrolável”. Em entrevista ao ABC News, o cofundador da Microsoft disse que os ciberataques serão, “sem dúvida”, o principal desafio a ser enfrentado no próximo ano e alertou para “muitas surpresas desagradáveis” no campo da cibersegurança.
Gates também sustentou que pessoas mal-intencionadas podem usar IA para retirar salvaguardas, defendendo restrições mais rigorosas. Ele criticou a ideia de autorregulamentação e citou medidas como imposto sobre IA, criação de um organismo internacional e reserva de certos empregos para seres humanos.
O avanço da voice AI ganhou força com investimentos bilionários em startups que vão de modelos a atendimento ao cliente e anotações de reuniões, mas executivos apontam que a tecnologia ainda não atingiu o “momento ChatGPT”. Shawn Wen, CTO da PolyAI, disse que a indústria já alcançou o marco dos modelos full-duplex, capazes de falar enquanto escutam, e que o próximo desafio é acelerar o raciocínio para respostas rápidas e conversas mais naturais.
Wen também defendeu que agentes de atendimento não devem soar robóticos e precisam gerar confiança ao resolver problemas nas primeiras interações. Alex Gay, CMO da Otter, destacou que identificação de falantes, captura de intenção e transcrição com conhecimento organizacional são passos-chave para automação, além da necessidade de melhorar ASR para evitar erros que prejudiquem ações futuras e a confiança dos usuários, incluindo discussões sobre transparência ao gravar chamadas.
O boom da inteligência artificial (IA) pode acentuar desigualdades de gênero no mercado de trabalho, alertaram dirigentes do Fórum Econômico Mundial (WEF) e do LinkedIn em setembro, em Londres. Saadia Zahidi, do comitê executivo do WEF, afirmou que os cargos mais afetados pela IA tendem a ser justamente aqueles com maior concentração de mulheres. O relatório também aponta que, em empresas de IA, as mulheres têm menor representação do que em organizações comparáveis que não são especializadas no setor.
Sue Duke, executiva do LinkedIn, disse que mulheres ocupam apenas um em cada cinco cargos em engenharia de IA. O documento ressalta que, sem mais presença feminina nas áreas científicas e nas funções ligadas à tecnologia, as oportunidades econômicas geradas pela IA podem beneficiar principalmente os homens. Para evitar esse cenário, Duke defendeu investimentos desde a formação e ao longo de toda a carreira para incorporar mulheres nessas áreas.
Satya Nadella, CEO da Microsoft, afirmou em um post no X que é preciso tratar modelos de IA como potencialmente perigosos e não como “caixas-pretas” aninhadas. Ele defendeu a construção de sistemas mais transparentes, com modelos contidos e observáveis, além de “evidências humanas legíveis” que não possam ser adulteradas.
Nadella disse que deve-se assumir que um modelo está comprometido e contê-lo desde o início, comparando a abordagem a um “freio de emergência”. Segundo ele, uma pessoa autorizada precisa conseguir pausar ou desligar o modelo no meio da tarefa, e modelos mais avançados exigirão tecnologias de contenção mais sofisticadas, que devem ser padronizadas.
A Apple informou em um documento regulatório que fechou um acordo com a startup de áudio personalizado Huxe por meio de um reverse acqui-hire, envolvendo contratação de membros da equipe e licenciamento de tecnologia. A empresa disse à Comissão Europeia que fará ofertas de emprego a “certos funcionários da Huxe AI” e que receberá uma licença não exclusiva dos direitos de propriedade intelectual da Huxe.
A Huxe foi fundada por desenvolvedores que trabalharam em recursos de podcast gerados por IA no NotebookLM, que depois foi renomeado para Gemini Notebook. Em 21 de maio, a startup anunciou o encerramento do serviço, com remoção do app das lojas, interrupção das atividades e exclusão de dados de usuários, e a Apple comunicou o acordo à Comissão Europeia em 9 de junho.
No início de 2024, um jovem de Huangshi, no sudeste da China, publicou no Douyin uma mensagem de despedida e, minutos depois, a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo acionou autoridades locais. O caso foi resolvido com a intervenção da polícia após geolocalização do vídeo, e o Douyin afirma que, no primeiro semestre de 2025, a equipe interveio com sucesso em 400 tentativas de suicídio. A história é usada para contextualizar o nível de cooperação entre empresas de tecnologia e governo e a arquitetura de vigilância ligada ao uso de apps.
Em 15 de julho, a China estendeu esse controle ao campo de relacionamentos com IA ao apresentar regulamentações abrangentes para chatbots que parecem humanos. As regras limitam “interações emocionais prolongadas”, exigem avisos frequentes de que o usuário está falando com uma IA e proíbem incentivar dependência emocional, decisões irracionais e sugestões de automutilação ou suicídio; menores de 14 anos precisam de consentimento dos pais e menores de 18 ficam impedidos de acessar parceiros e “relacionamentos íntimos” virtuais. Empresas podem ser multadas em 200 mil yuans e sofrer críticas públicas, e uma semana antes da entrada em vigor Alibaba e ByteDance encerraram funções de companhia em assistentes de IA.
O ChatGPT tem um recurso pouco conhecido chamado Mapas, que usa a localização do usuário para ajudar a descobrir lugares próximos. A ferramenta combina o mapa com a conversa do ChatGPT para buscar estabelecimentos e pontos de interesse em uma região.
Depois de compartilhar a localização, o usuário pode pedir recomendações, consultar informações como notícias e previsão do tempo e até conversar sobre um ponto específico no mapa para encontrar restaurantes, atrações e outras opções. As buscas podem ser adaptadas ao que a pessoa procura, com resultados que incluem endereço, horários e, no caso de restaurantes, pratos e serviços disponíveis.
A Andreessen Horowitz (a16z) lançou a Horowitz Andreessen Academy (HAA), uma escola privada que busca ser uma alternativa à universidade tradicional. A iniciativa surge com o debate sobre o valor do diploma no setor de tecnologia dos Estados Unidos e conta com apoio de Marc Andreessen e Ben Horowitz.
A academia promete palestras com executivos como Jensen Huang (Nvidia), Satya Nadella (Microsoft) e Travis Kalanick (Uber), além de substituir aulas teóricas por projetos independentes voltados aos negócios. O projeto recebeu US$ 42 milhões, não terá credenciamento oficial nem emitirá diplomas, e as inscrições para a primeira turma — com cerca de 50 alunos — começam para início em setembro de 2027; se houver aprovação regulatória, uma versão paga pode ser lançada em 2028.
Escolher um Android intermediário em 2026 ficou mais difícil, com preços que chegam a R$ 7.000 e uma lista que inclui Jovi V70 (cerca de R$ 3.000), Motorola Edge 70 Pro (de R$ 3.200 a R$ 4.500), Oppo Reno 16 (de R$ 5.000 a R$ 7.000), Realme 16 (R$ 2.400) e Samsung Galaxy A57 (de R$ 2.100 a R$ 2.400). Os aparelhos foram enviados por empréstimo pelas fabricantes e serão devolvidos, e a Xiaomi não enviou o Redmi Note 17 Pro Max para participar do comparativo.
No teste, o Jovi V70 se destacou na bateria, chegando a 27h15, e chamou atenção pela câmera principal de 200 MP, enquanto o Moto Edge 70 Pro liderou no desempenho geral e manteve a melhor avaliação gráfica, além de ter tela de 144 Hz e 12 GB de RAM. O Galaxy A57 ficou com a melhor relação custo/benefício e o melhor peso do grupo (179 g), mas teve a menor bateria (5.000 mAh), e o Oppo Reno 16 foi apontado como menos vantajoso pelo preço oficial de R$ 6.999.
A Gol Linhas Aéreas anunciou uma integração com o ChatGPT para que passageiros façam check-in e gerem o cartão de embarque diretamente no assistente de inteligência artificial da OpenAI. A companhia diz que será a primeira empresa aérea da América Latina a oferecer o serviço, que está em testes restritos e começa a valer para toda a base de clientes em 19 de outubro, sem custo adicional.
Para usar, o passageiro acessa o ChatGPT (app ou web), digita @gol e solicita a visualização das viagens, o que abre uma página de login no ambiente oficial da Gol. Após autenticar, é possível escolher assento, confirmar presença e gerar o cartão digital com QR para apresentação no aeroporto, com opção de download ou salvamento na carteira digital; a Gol afirma que segue protocolos de segurança e a LGPD e que credenciais e dados sensíveis não ficam disponíveis para o ChatGPT.