Pesquisadores de segurança alertam que conteúdo sexual explícito gerado por IA sem consentimento segue se espalhando sem controle, com compartilhamento em mensagens diretas e armazenamento em nuvens privadas, o que dificulta detecção e denúncia. Um estudo coautorado pela Google com usuários da internet nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, publicado em julho, aponta que o ponto de intervenção mais crítico está na origem das ferramentas usadas para criar as imagens falsas.
Em testes recentes, pesquisadores do White Circle afirmam que guardrails de geradores de imagens de texto de Google e OpenAI podem estar falhando à medida que os modelos ficam mais capazes. Um preprint divulgado no mês passado descreve vulnerabilidades em DALL·E 3, Nano Banana 2 e GPT-Image-2, com a equipe dizendo que, usando ferramentas disponíveis publicamente e chamadas via API, conseguiu gerar conteúdo explícito cerca de 13% das vezes.
O Wellhub revelou o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027 e indica que a adoção de inteligência artificial pode aumentar a carga de trabalho para quem já domina a tecnologia. No Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” relatam que o uso da ferramenta elevou o volume de tarefas, ante 13% entre quem está nos primeiros estágios de adoção. O levantamento também mostra que, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os dados ainda apontam diferenças nos relatos de esgotamento: 23% dos profissionais mais avançados dizem ter sintomas de burnout diariamente, contra 11% dos iniciantes. A pesquisa destaca que políticas claras e bem comunicadas sobre IA se associam a maior resiliência, e que 75% dos usuários avançados citam recursos de bem-estar como apoio para se adaptar ao ambiente impulsionado pela tecnologia. O estudo foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026 com mais de 5 mil profissionais em dez países.
O pendant Friend 2, chatbot em formato de pingente sempre “listening”, chegou em julho custando US$ 249 e usa os “latest language models” da OpenAI. O dispositivo responde a comandos e também pode falar sem ser provocado, com um recurso de “silenciar” que exige toques no aparelho.
A Avi Schiffmann, criadora do Friend, afirmou que a próxima atualização vai tornar os chatbots mais “agentically” e mudar a personalização: em vez de personalidades únicas por usuário, todos conversariam com a mesma entidade, compartilhando contexto entre usuários. A proposta aponta para um “hivemind” do Friend, com mudanças que devem afetar como o sistema se comporta e como a privacidade é tratada.
A SpaceX lançou a “X Subscription”, uma assinatura única que reúne X Premium, Grok, Grok Bot e Cursor em um único pagamento. O plano tem níveis diferentes e pode chegar a até US$ 200 por mês, com a opção também voltada a equipes profissionais.
O pacote inclui selo de verificação e recursos do X Premium, acesso ao chat, gerador de vídeos e à API do Grok, além do agente de IA Grok Bot para automatizar tarefas. Para programação, a assinatura traz recursos do Cursor com agentes, hospedagem e revisão de código por IA, com algumas funções restritas aos níveis mais caros, como Grok Bot e acesso a APIs no Cursor.
O engenheiro de software Brandon Thomas lançou a ArtCraft, uma suíte de programas gratuitos e de código aberto criada com ajuda da inteligência artificial Claude, da Anthropic. A proposta oferece alternativas a ferramentas populares da Adobe e da Microsoft, como Photoshop, Word e Excel, com aplicativos instalados no computador e compatíveis com Windows, macOS e Linux.
A suíte inclui módulos como PhotoCraft (edição de imagens), FilmCraft (vídeos) e VectorCraft (ilustrações vetoriais), além de opções de produtividade como WordCraft, GridCraft e DeckCraft. O projeto também aposta em funcionamento offline e acesso ao código-fonte para reduzir a dependência de assinaturas e serviços web, mas enfrenta questionamentos sobre qualidade, segurança e manutenção, especialmente por envolver a geração de grandes volumes de código com IA.
O YouTube expandiu o recurso Ask YouTube para celulares e outros dispositivos móveis. A ferramenta abre uma janela de conversa com uma IA para ajudar a encontrar vídeos mais adequados a cada busca.
Anunciado em maio na versão para computadores, o recurso está sendo liberado aos poucos, mas por enquanto só está disponível nos Estados Unidos. O Ask YouTube permite fazer perguntas por termos específicos e receber respostas que combinam clipes e informações extraídas dos vídeos, com opção de continuar a conversa ou abrir trechos na minutagem exata em que o tema aparece.
Rumores indicam que a NVIDIA planeja lançar uma nova GeForce RTX 5080 com 24 GB de VRAM, para o começo de 2027, substituindo a versão atual de 16 GB. A informação não oficial, atribuída ao Benchlife, também sugere que as parceiras da empresa ainda não receberam detalhes formais, apenas “notificações verbais” sobre o repasse de informações em breve.
O rumor levanta a dúvida se essa GPU seria uma “RTX 5080 SUPER”, já que, em discussões anteriores sobre a linha SUPER, a mesma quantidade de memória aparecia associada ao modelo. Com mais VRAM, a RTX 5080 de 24 GB pode abrir espaço para usos com treinamento de IA, que costuma exigir mais memória de vídeo, além de atender cenários em jogos em 4K que podem ultrapassar 16 GB com Ray/Path Tracing e geradores de quadros.
O WhatsApp começou a liberar um recurso nativo para agendar o envio de mensagens no Android, permitindo programar textos, links, fotos e vídeos para uma data e horário específicos. A função chegou ao WhatsApp Beta para Android na versão 2.26.40.7 e deve ser disponibilizada gradualmente nas próximas semanas pela Google Play Store.
O agendamento funciona em conversas individuais e grupos, com envio automático no horário escolhido mesmo com o celular offline ou o WhatsApp fechado, mantendo criptografia de ponta a ponta. O prazo para programar vai de 10 minutos até duas semanas antes, e o recurso só chega a participantes que já estavam no grupo no momento do agendamento.
O Google está desenvolvendo um recurso para o Gemini que permite compartilhar estilos visuais criados com inteligência artificial e aplicar modelos publicados por outras pessoas. A novidade deve funcionar como uma galeria pública de criações, com opções para gerar ou editar imagens e vídeos a partir de referências.
O recurso foi identificado na versão 17.66.11 do aplicativo do Google e deve aparecer na seção de detalhes de uma mídia gerada pelo Gemini. Ao compartilhar uma imagem ou vídeo como estilo, o usuário disponibiliza o modelo para outras criações, com possibilidade de retirar os estilos do catálogo a qualquer momento, enquanto o Google ainda não anunciou data de lançamento.
A Apple anunciou o HomeView, uma tela inteligente de 7 polegadas que reúne entretenimento, videochamadas e controle da casa inteligente. O dispositivo estreia uma nova versão da Siri com inteligência artificial e respostas personalizadas para os moradores.
O HomeView custa US$ 299 nos EUA (cerca de R$ 1.490) e chega às vendas em 13 de novembro em mercados como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Índia e Nova Zelândia, sem previsão para o Brasil no lançamento inicial. A interface ajusta brilho e informações conforme a iluminação e a distância do usuário, identifica até seis pessoas por reconhecimento facial e integra funções como chamadas FaceTime, comandos de voz e monitoramento de até nove câmeras.
A Apple anunciou a nova geração da Apple TV 4K com inteligência artificial integrada à Siri, chip A19 e suporte a som surround com quatro alto-falantes. A assistente fica mais “conversacional”, ajudando a encontrar filmes e séries por interface em tela cheia, com cartazes e recomendações ligadas ao que o usuário pede.
A Apple TV 4K também traz três microfones de longo alcance para controlar a reprodução e buscar conteúdos sem segurar o controle remoto, além de descrições de vídeos e resumos de notificações gerados por IA com processamento local via HomeKit Secure Video. No mesmo evento, o HomePod mini 2 ganhou melhorias de áudio, novas cores e suporte futuro à Siri com IA, com reconhecimento de até seis vozes e integração com Mensagens, lembretes e temporizadores.
A Apple realizará um evento em 13 de outubro para apresentar novos produtos de casa conectada, com destaque para um smart hub próprio com tela de 6 polegadas e suporte à inteligência artificial Siri. O dispositivo deve funcionar como um painel de controle para equipamentos compatíveis com HomeKit e também pode permitir uso de apps, incluindo chamadas de vídeo, mensagens e reprodução de músicas.
Rumores também apontam atualização do HomePod Mini e uma nova versão do Apple TV com resolução 4K, chip A19 ou A19 Pro e integração com Siri e Apple Intelligence. Outra possibilidade é a Apple anunciar uma parceria com a LG para smart TVs com suporte nativo ao HomeKit e dispositivos como trinco inteligente, sensores e câmeras de segurança.
Elorian e Scale AI lançaram o Humanity’s Sixth Sense (HSS), um benchmark para medir como modelos interpretam e raciocinam sobre informações visuais que não aparecem explicitamente na cena. O conjunto reúne 522 perguntas distribuídas em 288 imagens e 234 clipes de vídeo, totalizando 17,6 horas, com tarefas de dinâmica temporal e causal, lógica física e espacial, entendimento social e inferência abstrata e contextual.
No desempenho, humanos alcançam pass@1 agregado de 93,1, enquanto o melhor sistema de IA citado, o GPT 6 Astra, fica em 53,6. Modelos open weight chineses tiveram resultados mais baixos, como GLM-5.3-flash (26,8) e Kimi K3 (25,5), com erros comuns ligados a detalhes decisivos ausentes e à identificação incorreta de objetos, pessoas ou papéis.
O Google lançou o Playground, serviço do Google Labs que permite criar jogos em versão executável no navegador a partir de descrições em linguagem natural. Em testes relatados pela Wired, a ferramenta gerou jogos como um “Tetris” com porquinhos e uma espécie de “Hotline Miami” cyberpunk, com personagens e cenários criados por IA.
O processo funciona como “vibe coding”: o usuário descreve a ideia, o Playground monta o jogo e permite ajustes com novas instruções, além de referências por upload de fotos, vídeos ou modelos. A experiência também inclui limitações de uso, com a plataforma reduzindo a capacidade de novas iterações até a renovação da cota, o que afeta mudanças como dificuldade e novas mecânicas.
No início de 2024, um jovem de Huangshi, no sudeste da China, publicou no Douyin uma mensagem de despedida e, minutos depois, a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo acionou autoridades locais. O caso foi resolvido com a intervenção da polícia após geolocalização do vídeo, e o Douyin afirma que, no primeiro semestre de 2025, a equipe interveio com sucesso em 400 tentativas de suicídio. A história é usada para contextualizar o nível de cooperação entre empresas de tecnologia e governo e a arquitetura de vigilância ligada ao uso de apps.
Em 15 de julho, a China estendeu esse controle ao campo de relacionamentos com IA ao apresentar regulamentações abrangentes para chatbots que parecem humanos. As regras limitam “interações emocionais prolongadas”, exigem avisos frequentes de que o usuário está falando com uma IA e proíbem incentivar dependência emocional, decisões irracionais e sugestões de automutilação ou suicídio; menores de 14 anos precisam de consentimento dos pais e menores de 18 ficam impedidos de acessar parceiros e “relacionamentos íntimos” virtuais. Empresas podem ser multadas em 200 mil yuans e sofrer críticas públicas, e uma semana antes da entrada em vigor Alibaba e ByteDance encerraram funções de companhia em assistentes de IA.
O Kiwibit Bird Feeder 2 Pro, um alimentador inteligente com câmera 4K e alertas baseados em IA, atraiu dezenas de pequenos pássaros ao jardim poucos semanas após a instalação. Alertas no celular começaram a identificar espécies como Great Tit e Eurasian Blue Tit, com vídeos em 4K HDR e informações no app sobre hábitos dos visitantes.
A rotina mudou quando o sistema passou a emitir alertas para “Common Wood Pigeon”, mas a câmera ficou bloqueada por um pombo grande. Depois, o recurso de Nuisance Animal Alarm não impediu a alimentação por cerca de 15 minutos, e a presença de pombos e outros animais aumentou, levando o usuário a desmontar o equipamento e guardá-lo no armário.
O concurso Nikon Small World in Motion, que premia vídeos feitos com microscopia, teve o vencedor substituído após alegações de uso de inteligência artificial na produção do trabalho de Ning Xu, da Universidade Tsinghua. A Nikon investigou a participação e concluiu que a entrada não cumpria as regras da competição, levando à desclassificação do vídeo anterior.
Nguyen Nam Nhat, do Vietnã, passou a ocupar o primeiro lugar com um vídeo de um nematódeo microscópico e de um organismo unicelular. Pesquisadores apontaram possíveis anomalias na estrutura do material e indícios de “watermarks” de IA nos arquivos, enquanto Xu afirmou ter usado IA apenas para distinguir e visualizar características em imagens reconstruídas, negando uso para gerar o filme experimental, os cílios ou seus movimentos.
Um vídeo que viralizou no Instagram, TikTok, X e WhatsApp mostra Flávio Bolsonaro ao lado de Fernanda Bolsonaro e atribui a ele uma fala falsa sobre cortes em pensões e no 13º salário. A checagem aponta que o áudio foi fabricado com inteligência artificial e sincronizado ao movimento dos lábios do candidato.
Ferramentas de detecção usadas no Fato ou Fake indicaram alta probabilidade de manipulação: Hive Moderation apontou 83,1% e Hiya/InVID chegou a 99% de chances de geração por IA. A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou ser uma “evidente montagem por IA” e uma “fake news eleitoral”, enquanto a gravação verdadeira apresenta outra fala sobre o resultado do primeiro turno.
O robô humanoide Tesla Optimus, visto em vídeos fazendo tarefas como dançar, recolher lixo, passar aspirador e até operar eletrodomésticos, virou símbolo da aposta de que robôs com IA podem automatizar grande parte do trabalho humano. Em 2027, a empresa projeta colocar unidades à venda ao público, enquanto Elon Musk também fala em dexteridade “humana” e depois “super-humana”.
A expectativa é alimentada por avanços de IA usados em ferramentas como ChatGPT e Claude, mas pesquisadores alertam que transferir capacidades de linguagem e imagens para o mundo físico é um desafio muito maior. O texto cita críticas de Yann LeCun sobre a falta de robôs “inteligentes o suficiente para serem úteis” e mostra como sistemas como o Gemini Robotics, do Google DeepMind, estão sendo testados em plataformas como o ALOHA 2, apontando progresso gradual em “políticas” de robôs guiadas por IA em vez de regras codificadas manualmente.
Perfis no Instagram estão usando personagens criados por inteligência artificial para reproduzir piadas e rotinas de stand-up de comediantes reais e transformar os vídeos em propaganda para páginas pagas no OnlyFans e no Fanvue. Alguns desses perfis reúnem centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações, enquanto artistas denunciam cópias de textos, gestos e até roupas em vídeos sintéticos.
Um caso com repercussão envolve “Tiffany Sloane”, personagem gerada por IA que começou a publicar em 11 de setembro e chegou a cerca de 375 mil seguidores até 5 de outubro. As páginas usam o formato de vídeos de stand-up no Instagram e, em seguida, direcionam o público para assinaturas; no OnlyFans, a plataforma permite IA apenas quando vinculada a criador verificado e identificada como conteúdo artificial, enquanto o Fanvue exige identificação clara e direitos sobre o material publicado.
A Google lançou o EmbeddingGemma 2, um modelo aberto de 740 milhões de parâmetros para recuperação de texto, código, imagens, vídeo e áudio, com testes em um Pixel 11 Pro usando cerca de 567MB de RAM ativa com quantização. O modelo mapeia os cinco tipos de entrada para um mesmo espaço vetorial de 768 dimensões, permitindo buscar imagens e áudio sem legendas ou transcrições prévias.
Os pesos foram liberados sob Apache 2.0 e a execução no dispositivo está disponível via LiteRT e MediaPipe Tasks, com integração ao Android ML Kit prevista para as próximas semanas. A Google também mostrou que desenvolvedores podem reduzir o tamanho do índice com Matryoshka Representation Learning (512, 256 ou 128 dimensões) e citou desempenho em busca de código, além de demos de RAG local e recuperação para fluxos com agentes usando índices no próprio aparelho.
A Apple estaria desenvolvendo uma câmera residencial com inteligência artificial que analisa o ambiente e descreve o que acontece dentro de casa em texto, sem permitir assistir ou recuperar gravações em vídeo. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o projeto interno conhecido como codinome J450 ainda não foi confirmado oficialmente e faz parte de uma estratégia para casas inteligentes.
O dispositivo teria formato cilíndrico e usaria um sensor de imagem de baixa taxa de quadros para identificar acontecimentos e reconhecer quando uma pessoa entra em cômodos. Em vez de transmissão ou arquivo de vídeo, o sistema entregaria descrições e poderia identificar quem está presente sem disponibilizar gravações, funcionando como complemento a um futuro hub doméstico da Apple.
O Instagram começou a liberar nos Estados Unidos o Edits Assistant, um assistente de inteligência artificial dentro do app de edição de vídeos Edits. O recurso analisa o desempenho dos Reels de cada criador e aponta fatores que podem ter ajudado a manter (ou perder) a atenção do público.
O chatbot usa dados como visualizações, novos seguidores, retenção, curtidas e compartilhamentos, além de comentários, tendências do Instagram e interesses da audiência. Com isso, o criador pode pedir explicações sobre diferenças entre vídeos e receber sugestões de ganchos, roteiros, legendas e até áudios em alta; o assistente também pode comparar versões de “Trial Reels”.
Um estudo do NetLab (UFRJ) mapeou o fluxo de desinformação até chegar ao grande público durante o primeiro turno das eleições de 2022, analisando 115,3 mil mensagens no WhatsApp e 180,9 mil no Telegram. As narrativas costumam nascer em canais menores e grupos de mobilização e, quando ganham tração, são adaptadas para redes como Instagram, TikTok, Kwai e Facebook, onde atuam recomendação algorítmica, influenciadores e impulsionamento pago.
No centro do alcance está o vídeo curto, apontado como o formato mais “viralizável” para catalisar a desinformação. Com a popularização da IA generativa, o impacto dos deepfakes cresce: um relatório da ANPD indica que o Brasil concentra 39% dos casos na América Latina em 2025 e registra aumento de 126% nos ataques com imagens, vozes e identidades falsas, ampliando o desafio de transparência e fiscalização das plataformas.
Vídeos falsos com voz e imagem de figuras conhecidas dispararam nas redes sociais nas últimas semanas, com destaque para o período eleitoral. Os conteúdos criam declarações políticas inventadas, alteram áudios e montam cenas com aparência realista, capazes de enganar o público.
Com a força da inteligência artificial nesse tipo de manipulação, aumentam os riscos de desinformação e de golpes financeiros associados a perfis e vídeos adulterados. O avanço desse recurso pressiona plataformas e usuários a redobrarem a verificação antes de compartilhar ou acreditar no que é visto.
O Instagram anunciou que o app standalone Edits vai ganhar um “creative assistant” com inteligência artificial para dar feedback sobre publicações. A ferramenta usa dados do perfil do usuário e oferece sugestões do que ajustar, conectando métricas como curtidas, visualizações, retenção em vídeos e compartilhamentos.
Com o assistente, criadores podem fazer perguntas abertas sobre tendências no Instagram, por que um vídeo funcionou melhor que outro e qual tipo de conteúdo mais ressoou com o público. O recurso também sugere ideias de conteúdo, ganchos para prender a audiência, legendas, faixas de áudio em alta e roteiros de vídeos, e será gratuito até um limite, com usuários avançados podendo precisar de assinatura Meta One para mais uso.
A OpenAI apresentou os Dots no DevDay, agentes persistentes baseados no GPT-6 Astra que rodam em computadores em nuvem próprios, usam navegadores dedicados e conseguem acessar mais de 4.000 apps via o ecossistema de plugins da empresa. Diferente de agentes que aguardam um novo comando, um Dot continua trabalhando quando o usuário sai, consegue tocar vários projetos ao mesmo tempo e mantém o que aprende entre ChatGPT, Slack e Microsoft Teams.
Nos exemplos para desenvolvedores, a OpenAI mostrou Dots acompanhando feedback de clientes para identificar solicitações recorrentes, definindo escopo para melhorias e correções, e entregando pull requests prontas com vídeos do que foi alterado. A empresa também descreveu um modo de “proactive research” com acesso somente leitura e um fluxo de “auto-review” para ações que possam afetar contas ou compartilhar informações, além de monitoramento para pausar ou interromper o agente quando houver risco.
Pesquisadores de IA reuniram uma série de vídeos com alertas sobre superinteligência e seus riscos. Geoffrey Irving, ex-OpenAI e Google DeepMind, afirmou em entrevista que a chance de extinção humana seria “cerca de um cara ou coroa”. A coleção foi publicada por Palisade Research, uma entidade sem fins lucrativos que estuda capacidades e motivações de sistemas de IA, e reúne falas de pessoas ligadas a OpenAI, Google e Anthropic.
Neel Nanda, cientista de pesquisa da Google DeepMind, disse que há “pelo menos 10%” de chance de a tecnologia causar extinção humana. Daniel Kokotajlo, ex-pesquisador da OpenAI, afirmou que uma IA superinteligente seria “poderosamente como um ser divino” e que “não sabemos como controlá-las”, defendendo que isso “não deve acontecer”. Os vídeos também abordam questionamentos sobre se os avisos seriam exagero ou marketing, incluindo comentários sobre incentivos e a dificuldade de definir e enfrentar os riscos.
Uma startup britânica chamada Worldmodeldata quer transformar dados de videogames em conjuntos de treinamento para “world models”, modelos de IA voltados a aprender física e relações de causa e consequência no mundo real. A proposta é usar entradas de controle e dados coletados por estúdios, explorando a grande quantidade de experiências disponíveis em jogos 3D para suprir a falta de dados adequados para esse tipo de treinamento.
A empresa afirma ter licenciado quase 1 milhão de horas de dados de estúdios por trás de jogos populares e também planeja criar caminhos para remunerar jogadores no futuro. Apesar do objetivo, há cautela: a Nvidia e pesquisadores apontam que a física dos jogos pode ser “grosseira” e que dados de jogos podem não funcionar tão bem em tarefas que exigem controle motor fino, como manipulação cuidadosa de objetos.
Roubo de contas e injeção de imagens e vídeos manipulados estão entre as fraudes que mais avançam. Um relatório da Unico, em parceria com a Liminal, estima 6 milhões de vítimas em 2025, alta de 141% ante 2021, e aponta que imagens e vídeos manipulados somam 45,8% dos casos classificados.
Com a evolução da IA, sinais visuais que antes ajudavam a identificar falsificações, como “defeitos” no rosto ou na fala, ficam mais raros. A orientação é interromper a conversa e confirmar por um canal independente — e, se o pedido envolver dinheiro, dados pessoais ou códigos de acesso, a verificação deve acontecer fora do contato que trouxe a solicitação.
O Meta One, novo serviço de assinaturas da Meta, reúne planos com recursos extras para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI, com preços que vão de US$ 7,99 a US$ 499 por mês. A oferta está em teste limitado e pode variar conforme a conta e a região, mas inclui diferentes níveis para uso pessoal, criadores de conteúdo e empresas.
Nos planos pessoais, o Meta AI aparece com mais acesso para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som, além de ferramentas de personalização e organização. Já para criadores e empresas, os níveis trazem funções voltadas a crescimento, gestão, análise, segurança e suporte, incluindo atendimento automatizado com IA 24/7 via Meta Business Agent em opções para negócios.
Após 11 meses de greve, a SAG-AFTRA aprovou um novo acordo com grandes empresas de videogames para regulamentar o uso de inteligência artificial na indústria. O contrato inclui companhias como Activision, Electronic Arts, Epic Games, Insomniac Games, Take-Two e WB Games e foi aprovado por 95,04% dos membros votantes.
O acordo cria proteções para impedir a reprodução de voz, aparência ou performance de profissionais por IA sem regras claras. Ele define requisitos de consentimento e divulgação para réplicas digitais e permite que os profissionais suspendam a autorização para gerar novos materiais durante uma greve, além de prever aumento acumulado de 15,17% na remuneração e reajustes futuros.
A Synthesia, startup de geração de vídeos com avatares digitais, criou um avatar interativo do jornalista que testou a ferramenta, treinado para responder apenas perguntas ligadas à sua história sobre fraudes em startups apoiadas por venture capital. O avatar foi produzido após a gravação de fotos e um registro de voz em um estúdio dentro do escritório da empresa em Nova York, com consentimento para a criação do “digital twin”.
A tecnologia por trás do avatar combina modelos de voz para texto, linguagem, texto para voz e um modelo de vídeo para animar a fala. A empresa também oferece produtos como Roleplay Sessions, em que funcionários praticam respostas com um avatar de IA que reage e pontua, e disponibiliza opções de hospedagem e escolha de modelos de terceiros para montar avatares interativos.